quarta-feira, 25 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
OS QUATRO FÓRUNS DA TERRA GOITACÁ!
OS QUATRO FÓRUNS DA
TERRA GOITACÁ!
TERRA GOITACÁ!
(A Justiça é representada pela Estátua da Liberdade. Onde houver esta estátua, haverá Justiça e Democracia. - Foto Divulgação, reproduzida pelo Pesquisador Jorge Siqueira).
O ATO E DETERMINAÇÕES DE INSTALAR E "LEVANTAR E FORMAR AS INSÍGNIAS E
demonstrações de República, que são o pelourinho e praça, casa de cadeia e de conselho e com esses sinais de vila, fazer a eleição com nobreza e o povo, dos oficiais da Câmara que hão de servir na nova República", leva-nos a crer que o termo de São Salvador, criado em 29 de maio de 1677, ao ser erigida oficialmente a vila de Campos dos Goytacazes, tenha sido instalado nessa mesma data, porque o ato competia regiamente ao ouvidor-geral, dando cumprimento às determinações da Coroa Portuguesa.
Os habitantes da Terra Goitacá, já em 1652, haviam levantado a vila de São Salvador de Campos dos Goytacazes e procedido à eleição dos camaristas. As sessões e trabalhos burocráticos eram praticados com normalidade nas sessões e trabalhos inerentes à administração, mesmo não possuindo a formalização e consentimento régio. Somente em Campos dos Goytacazes e Paraty, verifica-se essa formação irregular no Brasil, já que a a criação de uma vila ou cidade era ato do rei e ou do governador geral.
A Cadeia de Campos dos Goytacazes, portanto, fora edificada no século XVII, senão, a vila não poderia ter sido levantada. No século XIX, mais precisamente em 4 de janeiro de 1834, o historiador-advogado Alberto Frederico de Moraes Lamego, nas páginas 17/18 do Livro I de A Terra Goitacá, descreve com toda propriedade:
"4 DE JANEIRO DE 1834 - Nessa data o "Campista" trouxe uma longa notícia sobre a velha cadeia que existia em frente à Santa Casa, onde também davam audiências os juízes e funcionava a Câmara.
Era um edifício quase quadrado, cuja fotografia se encontra na "Terra Goitacá". Tinha 70 palmos de comprido e 72 de largura.
Dividido em duas partes, uma superior e outra inferior.
Tinha duas salas no 1º andar, com 28 palmos de quadrados, para audiências dos juízes e outra para as reuniões da Câmara e seu arquivo.
A outra metade tinha no centro uma sala que se chamava "Sala Livre", com 36 palmos de comprimento e 22 de largura, ficando em um dos lados dois pequenos quartos em que morava o carcereiro, um com 28 palmos de comprimento por 15'/² de largura e o outro com 12 palmos de comprimento e mesma largura, que servia de prisão e depois "Casa da Guarda".
Para essa horrenda prisão, apenas por duas janelas na extremidade da "Grande Enxovia" davam entrada luz e ar.
A latrina era situada no interior da enxovia e estava à vista de todos os presos e mesmo das pessoas que chegavam à grade.
Os presos não tomavam banho e as tarimbas eram imundas e cheia de vermes".
Alberto Frederico de Moraes Lamego é um imigrante campista oriundo do Município de Visconde de Itaboraí, que se tornou proprietário do Solar dos Airises, quando se casou com a senhora Joaquina Maria do Couto Ribeiro Lamego, formando o casal 20 do Asilo do Carmo, doando-lhe os sobrados de números 13 e 15 da Rua Marechal Floriano Peixoto, para ali fundar em 8 de agosto de 1904 o abrigo (Asilo do Carmo) para os "velhinhos" da Terra Goitacá. Não satisfeito, ainda fundou o Orfanato São José, sob a gerência do Monsenhor Severino da Silva, quando o conheceu em Londres, deu-le um cartão social e disse-lhe: "Quando terminar as suas missões religiosas, apareça na Planície Goitacá". Alberto Lamego era amigo inseparável do MM. Juiz Luiz Antonino de Souza Neves - o primeiro presidente da Associação Mantenedora do Asilo de Nosssa Senhora do Carmo Para a Velhice Desamparada.
Como a esses dois imigrantes, Campos dos Goytacazes deve a tantos outros imigrantes, que se tornaram mais campistas do que muitos campistas que nada fazem pela sua própria terra!
Primeiro Fórum de Campos dos Goytacazes, RJ.
Local da Cadeia na Terra Goitacá, no
Chafariz da Praça das Quatro Jornadas.
Chafariz da Praça das Quatro Jornadas.
(Prédio da Cadeia de Campos dos Goytacazes. Na parte inferior a Cadeia. Na parte superior a Câmara Municipal e uma sala para o Juiz. - Foto do historiador Alberto Frederico de Moraes Lamego, reproduzida pelo Pesquisador Jorge Siqueira).
O LOCAL DA CADEIA ERA ONDE ESTÁ O CHAFARIZ, NA PRAÇA DAS 4 JORNADAS.
Na quarta jornada a heroína campista "Benta Pereira" derrota os Assecas, que exploravam o povo campista por um século, cobrando-lhe dízimos de tudo o que era produzido nos Campos dos Goytacazes, RJ. Os que não "contribuiam" com a caixinha, eram mortos covardemente. Os Assecas - Mem de Sá, Estácio de Sá & Cia. eram intocáveis, porque tinham créditos com a Coroa Portuguesa, já que guardavam a orla marítima dos invasores que vinham roubar o pau Brasil e outros.
Os Assecas forjaram uma escritura fraudulenta e ficou explorando a Terra Goitacá por um século. A Coroa Portuguesa resgatou as nossas terras dos Assecas, no valor que eles estipularam.
No local que fora edificada a Cadeia de Campos dos Goytacazes, existia uma tora grande, com ferragens inseridas, onde ficavam presos os meliantes. Na vila de São Salvador de Campos dos Goytacazes só existiam 4 casebres com telhado de sapé. Os negócios da vila eram realizados entre os barões, nos seus casarões e solares. Por falarmos em solares, não custa lembrar que das mais de seiscentas engenhocas e mais de cem usinas que existiam na Terra Goitacá, só restam quatro solares que foram tombados pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Solar do Beco (Asilo do Carmo), Solar do Colégio (dos Jesuítas, hoje Arquivo Público Municipal), Solar da Baronesa de Muriaé e Solar dos Airises - o único que pertence aos mesmos proprietários, desde sua edificação nos primórdios do século XIX e que possuem os móveis de época, guardados a sete chaves pelo seu atual proprietário - o químico Nelson Luiz Lamego.
(Esta fotografia é do comendador Cláudio do Couto e Sousa, fundador do Solar dos Airises - o único solar da Terra Goitacá pertencente aos mesmos donos, desde sua edificação. nos primórdios do Século XIX. O atual proprietário do Solar dos Airises é o engenheiro químico, Nelson Luiz Lamego. - Foto acervo do Solar dos Airises, reproduzida pelo Pesquisador Jorge Siqueira).
Segundo Fórum de Campos dos Goytacazes, RJ.
Solar do Visconde de Araruama - José Carneiro da Silva.
Para ratificação do local do segundo fórum da comarca de Campos dos Goytacazes, RJ, entrevistei hoje, dia 30 de novembro de 2011, precisamente às 09h25min o senhor Nélio Barcellos de Andrade, um cidadão campista nascido em 1º de julho de 1926, Contabilista formado em 1947, com os colegas Aquiles Monteiro Neto, Álvaro Valdir Pereira Mota e Braz Tavares. Aos seus 85 anos de vida, trabalha diariamente no seu escritório, à Rua 21 de Abril, nº 274, sala 407, telefone nº (22) - 2722-1833.
O Contabilista Nélio Barcellos de Andrade, reminiscentemente detalha quantas e quantas vezes ele se dirigia ao prédio onde funcionava o Fórum. Descreve que o prédio era anexo à Prefeitura, que sua entrada era muito bonita, onde a pessoa ao entrar no prédio, passava por uma porta alta em arco, com três entradas - duas laterais e uma central que subia numa linda escada que faz lembrar a escada da Beneficência Portuguesa. Essa escadaria era linda! Lá em cima, no andar superior, a gente contornava pelos corrimões que serviam na subida, com destino à sala onde os MM. juízes do Poder Judiciário trabalhavam.
(Escadaria direcionada ao Museu Histórico de Campos, ao fundo e, na parte frontal à Praça do Santíssimo Salvador, a sala do Magistrado. Foto do Pesquisador Jorge Siqueira).
Agradeci ao senhor Nélio Barcellos de Andrade, dei-lhe os parabéns pela sua jovialidade. Ele respondeu dizendo que ainda está vivo porque trabalha diariamente. Que todos os seus colegas que se aposentaram e pararam de trabalhar, já faleceram.
(Este é o Solar do Visconde de Araruama - José Carneiro da Silva. Ao seu lado esquerdo vemos o prédio do Instituto Histórico de Campos dos Goytacazes, com duas janelas. Lá funcionava o Poder Judiciário Fluminense, o segundo fórum de Campos dos Goytacazes, RJ. Abaixo veremos essa sala, do interior para o exterior. - Foto do Pesquisador Jorge Siqueira).
(Esta sala é onde funcionava o Segundo Fórum da Comarca de Campos dos Goytacazes, RJ - Tribunal do Júri. Este prédio é o Solar do Visconde de Araruama - Foto do Pesquisador Jorge Siqueira).
O SEGUNDO FÓRUM DE CAMPOS DOS GOYTACAZES, RJ SITUA-SE NA PRAÇA DO Santíssimo Salvador, hoje o Museu Histórico da Terra Goitacá, cuja restauração está por terminar em dezembro de 2011 e sua inauguração programada para 28 de março de 2012, data de amancipação da cidade de Campos dos Goytacazes, RJ.
O solar do I Barão de Araruama fora adquirido pela Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, onde por longos anos fora a sede da Prefeitura Municipal, Câmara Municipal e, no prédio ao lado - Instituto Histórico de Campos dos Goitacases - que funcionava numa grande sala o Poder Judiciário Fluminense. Esse prédio fora adquirido pela Prefeitura Municipal, anexado ao Solar do Visconde de Araruama e ficou destinado ao Serviço Forense na sala da frente e no Instituto Histórico na dependência posterior, seguindo em frente ao subir a escadaria, com tapete vermelho estendido até o Salão Nobre do citado solar.
O Poder Judiciário da Terra Goitacá se mudou para o Fórum Nilo Peçanha, à Rua Alberto Torres, nº 334, inaugurado oficialmente em 11 de março de 1935, pelo MM. Juiz Álvaro Ferreira da Silva Pinto, que ficou lotado na comarca de Camspos dos Goytacazes, RJ, de 25-11-1931 a 01-07-1937, quando se tornou Desembargador do Tribunal de Alçada do Estado do Rio de Janeiro.
Terceiro Fórum da Comarca de Campos dos Goytacazes, RJ.
Fórum Nilo Peçanha.
(Fórum Nilo Peçanha. Foto de Carlos Alves, reproduzida pelo Pesquisador Jorge Siqueira).
O 3º FÓRUM DA COMARCA DE CAMPOS DOS GOYTACAZES FOI O FÓRUM NILO PEÇANHA, situado à Rua Alberto Torres, nº 334, de frente para a Praça Barão do Rio Branco, num quadrilátero histórico e cultural da Terra Goitacá. Pela Rua Gil de Goes, o Solar do Barão da Lagoa Dourada, hoje o melhor colégio da cidade - Liceu de Humanidades de Campos; pela Rua Barão da Lagoa Dourada, a sede própria da OAB - 12ª Subseção, na presidência do advogado Filipe Franco Estefan; pela Rua da Baronesa da Lagoa Dourada, o maravilhoso prédio da Vila Maria, da usineira Finazinha Queiroz, hoje propriedade da UENF - Universidade Estadual Norte Fluminense Darcy Ribeiro; e pela Rua Alberto Torres, nº 334, o Fórum Nilo Peçanha, em atividade ininterrupta no período de 11 de março de 1935 a 18 de janeiro de 2007.
O Fórum Nilo Peçanha serviu ao povo campista de 11 de março de 1935 a 18 de janeiro de 2007. - Foto do Fotógrafo Carlos Alves, reproduzida pelo Pesquisador Jorge Siqueira.
O Fórum Nilo Peçanha foi a melhor história forense da Terra Goitacá. Tem início, meio e fim. O seu início foi sofrido, sem verba de um Estado pobre, sem recursos.
Seus arquitetos foram Pedro Compofiorito e José Benevento, que se inspiraram no Athens Pathernon e nos templos romanos da ordem Coríntia, principalmente a sua colunata, representativa do estilo Greco-romano, que ficou pronto em 31 de dezembro de 1934, fora inaugurado oficialmente em uma sessão plena do Tribunal do Júri, no dia 11 de março de 1935 e entregue ao povo campista, festivamente, em11 de março de 1935, data significativa do primeiro centenário da Villa de São Salvador de Campos dos Goytacazes, que se tornara a cidade de Campos dos Goytacazes, RJ, cujos oradores das comemorações festivas foram o advogado Jayme Ferreira Landim e o advogado, industrial e historiador com o seu 'A Terra Goitacá', Alberto Frederico de Moraes Lamego, habituado a recepcionar o Imperador Dom Pedro II, quando de suas vindas a Campos dos Goytacazes, RJ, principalmente para ver a sua Lagoa dos Sonhos, local sempre visitado também pelo Presidente da República, Nilo Procópio Peçanha - o homem mais honesto do Estado do Rio de Janeiro, orgulho dos campistas.
O Fórum Nilo Peçanha foi projetado pelo arquiteto Pedro Compofiorito, com a parceria do laureado arquiteto imigrante italiano, José Benevento, que também autografou o projeto arquitetônico da Casa de Cultura Villa Maria e da Catedral Diocesana do Santíssimo Salvador, este projeto, aprovado pelo Vaticano!
(Os arquitetos José Benevento (acima, com sua esposa) e Pedro Compofiorito (abaixo) autografaram o Projeto Arquitetônico do Fórum Nilo Peçanha). Foto divulgação, reproduzida pelo Pesquisador Jorge Siqueira).
O Fórum Nilo Peçanha representou o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro na Terra Goitacá de 11 de março de 1935 a 18 de janeiro de 2007, quando a partir daí se tornou a Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes, RJ. Um fato interessante é que o terreno onde foi edificado o Fórum Nilo Peçanha foi doado pela Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes, RJ e para ela retornou, com o monumental prédio forense.
Quarto Fórum da Comarca de Campos dos Goytacazes.
Fórum Juíza Maria Tereza Gusmão Andrade.
(Fórum Juíza Maria Tereza Gusmão Andrade, com o frontão para o Rio Paraíba do Sul. Uma edificação da Santa Bárbara Engenharia S. A.. Foto Santa Bárbara/João, reproduzida pelo Pesquisador Jorge Siqueira. Lá no fundo a parte posterior do Fórum Nilo Peçanha).
O FÓRUM JUÍZA MARIA TEREZA GUSMÃO ANDRADE, COM O OBSOLETISMO DO
Fórum Nilo Peçanha, tornou-se o quarto fórum da Comarca de Campos dos Goytacazes, RJ, cuja inauguração se deu em 24 de janeiro de 2007, pelos Diretor do fórum, o juiz Paulo Assed Estefan e o desembargador Sérgio Cavalieri Filho, quem lançou a Pedra Fundamental em 30 de novembro de 2005.
(Desembargador Miguel Pachá, Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Foi o quinto presidente do decênio que transformou o TJERJ em rico, após 250 anos de existência. Tudo fez para a edificação do Novo Fórum. - Foto do Pesquisador Jorge Siqueira).
Os então juízes do Fórum Nilo Peçanha, hoje desembargadores do TJERJ - Sebastião Rugier Bolelli e Carlos Azeredo de Araújo, conseguiram a desapropriação de uma área de terra com 19.250 m², à Avenida XV de Novembro, nº 285/287, com o apoio dos desembargadores-presidentes Marcus Antônio de Souza Faver e Miguel Pachá. Essa área fora distribuída para a edificação do Novo Fórum e do MPRJ, já concluídos e em plena atividade, faltando tão somente levantar o prédio da DPRJ.
(O Desembargador-presidente do TJERJ, Luiz Zveiter, nomeia desembargador do TJERJ o juiz da comarca de Campos dos Goytacazes, Carlos Azeredo de Araújo, tudo sob os olhares do desembargador Sebastião Rugier Bolelli, que fora o seu padrinho. - Foto do Pesquisador Jorge Siqueira).
O Novo Fórum é dotado de 25 varas, onze varas a mais como expansão. O desembargador-presidente, Sérgio Cavalieri Filho, pensa que a sua estrutura suportará o progresso até o final do século XXII. Trata-se de um prédio estilo moderno-contemporâneo, com instalações confortáveis e bastante práticas, todo informatizado, com 4 andares e uma área útil superior a 10.000 m² e mais 2.000 m² de áreas externas de apoio. Possui no 4º andar o Tribunal do Júri, com cerca de 150 lugares com lindas e aconchegantes poltronas. Oferece todas as condições para um excelente trâmite processual, muito embora a sua celeridade não seja aquela desejada por todos, principalmente para os autores processuais e seus advogados.
(O juiz Paulo Assed Estefan, diretor forense local, discursa na inauguração do Fórum Juíza Maria Tereza Gusmão Andrade, na presença dos desembargadores Capanema, Zveiter e do des. presidente, Sérgio Cavalieri Filho. - Foto do Pesquisador Jorge Siqueira).
Reportagem do Pesquisador Jorge Siqueira.
Revisão da Professora Carmen Lúcia Cunha.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Editorial
"Solar dos Airises"
- Um Conto Histórico-Geográfico da Terra Goytaca'!
A CIDADE DE CAMPOS DOS GOYTACAZES, RJ É, POR EXCELÊNCIA, A VERDADEIRA
história do Brasil! Nela tivemos mais de seiscentas engenhocas, os antigos e primitivos engenhos da Planície Goitacá, de terras tão cobiçadas por cidadãos que por aqui passaram. E são cobiçadas até os dias de hoje, porque é a terra do Santíssimo Salvador, comemorado no dia seis de agosto!
O Município de Campos dos Goytacazes, RJ é o pólo econômico-cultural do Norte-Noroeste do Estado do Rio de Janeiro. Todos aqueles que vêm para a Terra Goitacá e tomam a água do Rio Paraíba do Sul, jamais a deixarão. Muito pelo contrário, trazem a reboque as suas famílias, tornam-se mais campistas do que os próprios campistas e jamais a deixam.
É a terra do ouro branco do açúcar na Colonização Brasileira, e do ouro preto do petróleo, com mais de 82% da produção petrolífera nacional. É o segundo PIB nacional! Isso sem se falar o Pré-sal com 200 m de espessura no Norte Fluminense, enquanto com 2.000 m de espessura na Bacia de Santos!
E Campos dos Goytacazes também é uma fonte inesgotável de contos e prosas da literatura brasileira.
(Solar dos Airises. clicado pelo fotógrafo aéreo Carlos Alves. Reprodução do Pesquisador Jorge Siqueira).
Para contarmos a história do "Solar dos Airises", temos que retroagir ao passado longínquo dos séculos idos, lá pelas bandas de 1528, quando Inácio de Loyola, já em 1534, tinha seis seguidores: Pedro Faber, Francisco Xavier, Alfonso Salmeron, Diego Laynez Ie Nicolau Bobeddile, espanhóis, e Simão Rodrigues, português, fundadores da Companhia de Jesus em 15-08-1534, na Igreja de Santa Maria, em Montmartre - para efetuar trabalho missionário e de apoio hospitalar em Jerusalém, ou para ir aonde o papa quisesse, sem questionar. Foram à Itália e o Papa Paulo III concedeu-lhes a recomendação e os ordenou padres, em Veneza, em 24-06-1537.
Os jesuítas partiram para o mundo, em busca da "Terra Prometida". Vieram para a América do Sul e também para o Brasil. Em 1619 chegaram a Campos dos Goytacazes, RJ, os padres jesuítas João de Almeida e João Lobato, provindos de Macaé, RJ, naquela época aldeia de pescadores.
Os jesuítas, chegando à Terra Goitacá, logo edificaram o "Solar do Colégio" - hoje Arquivo Público Municipal Waldir Pinto Carvalho -, lá pelas bandas de Tócos, distrito de Campos dos Goytacazes, RJ. Coube aos jesuítas uma enorme área de terras - as do "Solar do Colégio" - que iam até a fazenda dos Airises, adentrando treze alqueires no Rio Paraíba do Sul.
Os jesuítas exploravam os índios e os escravos africanos, aldeando-os, fazendo-os produzir vários tipos de produtos agrícolas, o que enriquecia enormemente a esses religiosos, que chegaram ao ápice de riqueza, criando uma coroa mais rica do que a Coroa Portuguesa.
Os déspotas esclarecidos eram contrários aos jesuítas. Viviam a criticá-los afrontosamente, dizendo sempre que os jesuítas se aproveitaram da boa fé do Papa Paulo III, que sonhava com a Terra Prometida em todo o Mundo!
O I Ministro de Portugal - Marquês de Pombal -, que também era um dos déspotas esclarecidos, expulsou os jesuítas do Brasil em 1759, foram embora em 1760 e as terras do "Solar do Colégio" ficaram vagas, até que a Coroa Portuguesa fizeram-nas propriedade do vassalo coronel Joaquim Vicente dos Reis, cuja filha Maria Joaquina do Nascimento era casada com o capitão Paulo Francisco da Costa Viana. O capitão Viana vendeu as fazendas dos Airises, Mirandela, São José, Limão e Partido para o comendador Cláudio do Couto e Sousa. Essas fazendas vinham de Tócos às margens do Rio Paraíba do Sul.
Agora propriamente dito iniciamos o nosso conto - "Solar dos Airises".
Quando aos dezessete anos de idade um aventureiro portuguesinho, lá pelas bandas de Tibalde, freguesia de Fornos de Maceradão, bispado de Vizéu, Portugal, vendo que o pai queria lhe colocar nas costas uma batina de padre - e não era isso o que ele queria -, vira para a mãe e diz: mamãe, arrume as minhas coisas - vou para o Brasil na primeira nau que aparecer. Os pais, contristados, arrumaram a sua bagagem, colocaram duas peças de ouro, uma de 6$400 e outra de 3$200, que serviram de recomendação e proteção e que o acompanhou sem, no entanto, ter sido preciso gastá-las, ao que lhe deu o nome de varinha de condão, hoje de grande e alto valor e que será entregue a quem disponho, para servir de "condão da felicidade". Essa declaração se acha no seu testamento e o legado coube ao seu bisneto, o saudoso poeta-escritor Alberto Ribeiro Lamego, geólogo formado em Londres, pelo Royal School Of Mines de Londres, autor de títulos como O Homem e a Guanabara, O Homem e a Serra, O Homem e o Brejo, O Homem e a Restinga e A Planície do Solar e da Senzala.
Se falamos dos títulos do filho, Alberto Ribeiro Lamego, como deixar de falar sobre o seu genitor e colega das Academia de Letras de Campos e da capital fluminense, Niterói, RJ, Alberto Frederico de Moraes Lamego, que publicou outros títulos: A Terra Goitacá, com 8 livros - I, II e III, editados em Bruxelas - e os demais, do IV ao VIII, nas Páginas Avulsas do Diário Oficial do antigo Claude Manoel da Costa; Aparecimento da Milagrosa Imagem de Nossa Senhora da Conceição; Verdadeira Notícia da Fundação da Matriz de São Salvador e de Seus Párocos.
Alberto Lamego foi diretor do Liceu de Humanidades de Campos e escreveu durante anos para os jornais do Rio de Janeiro e de sua cidade de coração: Campos dos Goytacazes, RJ, onde estão enterrados os seus restos mortais.
(Liceu de Humanidades de Campos dos Goytacazes, antigo Solar do Barão da Lagoa Dourada. - Foto do Pesquisador Carlos Alves, reproduzida pelo Pesquisador Jorge Siqueira).
Em 14 de Dezembro de 1883 passou pelo "Solar dos Airises", Dom Pedro II a caminho da Usina Barcelos, para inaugurá-la. Hospedaram-se no "Solar dos Airisaes" Assis Chateaubriand que escrevera uma crônica em "O Jornal" intitulada "O grão-senhor dos Airises", José Olimpio, o professor Pierre Desffontaines e Mário Andrade, comissionado por São Paulo par avaliar a biblioteca e o arquivo que depois foram comprados pelo Estado de São Paulo.
Visitaram o Solar dos Airises", além de muitos, João Ribeiro, Leôncio Correia, Raul Pederneiras, Gilberto Freyre, José Lins do Rego, Plínio Salgado e o Governador Amaral Peixoto com a esposa e grande comitiva.
(Usina Barcelos, nos seus primórdios. Inaugurada por D. Pedro II. Foto Divulgação).
Quando voltaram da inauguração da Usina Barcelos, a única usina do Norte-Noroeste fluminense inaugurada pelo Imperador Dom Pedro II, todos os componentes voltaram a pé, por cima do dique que serve para interromper a invasão das águas do Rio Paraíba do Sul às terras canavieiras. Fizeram uma parada no "Solar dos Airises", onde S. M. e todos os componentes da comitiva foram servidos de cana caiana, descascadas em pequenos gomos e oferecida numa bandeja de prata pela Nhá-Rosa - tema do poeta Alberto Ribeiro Lamego -, que lhe dedicou o seu maior poema - "ACALANTO DE AIRISES!"
Nesse exato momento em que o "Solar dos Airises" acolhe o Imperador Dom Pedro II, o comendador Cláudio do Couto e Sousa faz inaugurar o seu engenho de açúcar, na parte posterior do "Solar dos Airises", demolido em 1896, porque já se encontrava obsoleto e dera lugar às novas usinas procedentes da Europa, aqui montadas pelo francês Victor René Sence (Foto divulgação ao lado), nascido em Catelet na França, em 03-08-1863, e que veio montar usinas no Brasil. Chegou a Campos, tomou a água do Paraíba, tornou-se grande amigo do coronel Chiquinho de Paula Barroso, que fora o proprietário do "Solar do Colégio" dos jesuítas e teve todos os seus bens levados à hasta pública. Quando toda a família dos Paula Barroso pensou que tudo chegara ao fim, o francês Victor Sence escreve o seu nome na história de Campos dos Goytacazes, RJ, quando inesperadamente vira para o escrivão e diz: Estou arrematando todos os bens do "Solar do Colégio", mas em respeito ao meu amigo coronel Chiquinho de Paula Barroso, deixo para todos os seus descendentes, quinhentos alqueires das terras jesuíticas.
A sete quilômetros de Campos dos Goytacazes, RJ, quem adentra na rodovia federal BR-356, que tem o seu ponto final no balneário de Atafona, São João da Barra, RJ, onde também tem o final do Rio Paraíba do Sul, no Pontal de Atafona, onde é formado o delta que desagua no Oceano Atlântico, vê à sua direita aquele velho e histórico "Solar dos Airises". Para nós campistas, o solar da intectualidade, do trabalho e da riqueza do nosso heróico povo campista, ordeiro e trabalhador por natureza, que vive na miséria, a mercê das autoridades constituídas da Terra Goitacá, rica e produtiva desde os seus primórdios, porém castigando o seu generoso povo, por um carma coletivo de outras épocas. Talvez o nosso povo de outrora tenha feito promessas e não as tenham cumpridas, mas nós de hoje clamamos perdão, Senhor! Perdão pelos erros dos nossos antepassados. Senhor, perdão! Dê ao povo campista a sua cidadania plena. Ele merece!
O falecimento do comendador Cláudio do Couto e Sousa se deu à Rua da Glória nº 3, em Lisboa, Portugal, quando fez uma viagem à Europa aos 94 anos de idade e foi acometido por uma fatal pneumonia, ficando para sempre no local de onde viera.
(Este é coquinho "Airi" ou "Airiri", que deu origem ao nome de "Solar dos Airises. Foto do Pesquisador Jorge Siqueira).
O novo proprietário do "Solar dos Airises" passa a ser o advogado, industrial e historiador Alberto Frederico de Moraes Lamego, que se casara com a filha do comendador - Joaquina Maria do Couto Ribeiro Lamego -, que formava com o marido Alberto Lamego, o Casal 20 do "Solar do Beco", hoje a segunda sede própria do Asilo de Nossa Senhora do Carmo, demonstrando ser um vicentino nato, na acepção da palavra. Alberto Lamego doou os sobrados de números 13 e 15 da Rua Marechal Floriano Peixoto, para ali ser fundada a primeira sede própria do Asilo do Carmo, pelo seu primeiro presidente, Dr. Luiz Antonino de Souza Neves, vicentino de quatro costados, Juiz de Direito da comarca de Campos dos Goytacazes, RJ, que se tornou desembargador do Tribunal de Alçada do Estado Fluminense e que sonhava há dez anos fundar um asilo para a velhice desamparada, fato que se deu a 08 de agosto de 1904, com o beneplácito benemerente e caritativo do Casal 20 do Asilo do Carmo.
Em 1906 o historiador Alberto Frederico de Moraes Lamego, então proprietário do "Solar dos Airises", leva para Portugal a esposa Joaquina Maria do Couto Ribeiro Lamego, três Nhás, sete filhos e mais uma filha que lá nascera.
Com a expulsão dos religiosos de Portugal, padres e freiras, foram fechados os colégios em que estudavam os filhos de Alberto Lamego e Joaquina Maria: as meninas no colégio das irmãs Dorotéia, na Rua das Quinlhas em Lisboa, Portugal e os meninos no colégio dos Jesuítas, em Campolide, Lisboa.
Em 1910 toda a família se muda para Bruxelas, na Bélgica. Começando a I Guerra Mundial em 1914, a família se encontrava na praia, quando os alemães invadiram a Bélgica e seguiram para Londres, onde
permaneceram até o final da guerra, em 1918.
O Dr. Alberto Frederico de Moraes Lamego foi condecorado pelo Rei da Bélgica, por serviços prestados durante a guerra de 1914, ocasião em que Alberto Lamego colocara uma bandeira brasileira na frente de sua residência, local respeitado pelos invasores alemães e que serviu para ser um ponto de contato com outros brasileiros que lá moravam e que por seu intermédio, se comunicavam com seus familiares de outros rincões.
Na Bélgica, Alberto Lamego escreveu os três primeiros livros de sua coleção A Terra Goitacá, editados em Bruxelas, Bélgica, por Paris Editions D'Art, em 1913, 1920 e 1925, respectivamente.
Em 1913 Alberto Lamego andava com a cabeça voltada para um fato importante que não lhe saía da mente - a fundação de um orfanato, para acolher as crianças de rua da cidade de Campos dos Goytacazes, RJ, que não era o seu rincão natal, mas a terra do seu coração. Em 24 de novembro de 1951 falece Alberto Frederico de Moraes Lamego, quando fala derradeiramente ao seu filho Alberto Ribeiro Lamego: "sendo o último pedido que me fizera - o de ser enterrado em Campos dos Goytacazes, RJ que tanto amara, dedicando-lhe a sua maior obra, A Terra Goitacá."
("Solar do Colégio", edificado pelos Jesuítas em 1652. Foto aérea de Carlos Alves, reproduzida pelo Pesquisador Jorge Siqueira).
Num belo dia, passeando pelas ruas de Londres, conhece um cidadão carioca que estava terminando o seu seminário e já estava de viagem marcada para a África, onde cumpriria a sua primeira missão de padre e depois retornaria ao Nordeste brasileiro, para a sua segunda missão religiosa. Alberto Lamego gosta desse cidadão e lhe dá um cartão social, dizendo-lhe: apareça na Planície Goitacá, quando terminar as suas missões.
(Orfanato São José, fundado pelo Monsenhor Severino da Silva. Hoje é a Fundação da Infância e da Juventude, porém propriedade do Asilo de Nossa Senhora do Carmo. - Foto do Pesquisador Jorge Siqueira).
Lá pelos idos de 1924 aparece na Planície Goitacá o monsenhor Severino da Silva, que fundou o Orfanato São José, onde além das letras, instituiu em sua casa de assistência infanto-juvenil, o ensino profissionalizante. Era o professor dos sete instrumentos no dizer dos seus discípulos. Um número incontável de rapazes saiu dali para enfrentar a vida, muitos deles, músicos talentosos - com que contaram as bandas da cidade e militares. A sua banda tocava em todos os eventos festivos pró Asilo do Carmo, em busca de recursos financeiros para o sustento dos "velhinhos" ali asilados.
("Solar do Beco", hoje segunda sede-própria do Asilo de Nossa Senhora do Carmo, que se encontra todo escorado e interditado totalmente pelas autoridades constituídas da Terra Goitacá. - Foto do Pesquisador Jorge Siqueira).
O monsenhor Severino da Silva nasceu no Rio de Janeiro, RJ, no dia 18 de março de 1867. Estudou no Colégio Pedro II. Com 18 anos de idade seguiu para o continente europeu, permanecendo quatro anos no Seminário Patriarcal de Lisboa, Portugal, onde após completar seus estudos, se tornou professor do Colégio Santa Maria, na cidade do Porto, Portugal. A partir de 1896 esteve durante 17 anos como missionário no Congo e Angola, na África.
Em 1913, fez uma excursão por países da Europa, entre os quais, Espanha, França, Bélgica, Holanda e Inglaterra, onde conheceu o fluminense radicado em Campos dos Goytacazes, RJ, Dr. Alberto Frederico de Moraes Lamego.
Às 03h20min do dia 8 de dezembro de 1943, morre o monsenhor Severino da Silva no Hospital da Beneficência Portuguesa de Campos, RJ, subindo sua alma para o céu. A notícia logo correu por toda a cidade e grande foi o número dos que procuraram para lhe render as últimas homenagens.
Sobre o sacerdote do bem, assim falava o seu amigo Alberto Lamego: "A vida do humilde sacerdote, toda ela pontilhada de demonstrações de renúncias às coisas terrenas, granjeou para ele uma auréola de merecido respeito, auréola essa de que o venerado sacerdote não se aproveitava sob qualquer aspecto e até alheava à mesma."
(Monsenhor Severino da Silva, busto reproduzido pelo Pesquisador Jorge Siqueira).
O Orfanato São José existe até os dias de hoje, sob a chancela do Asilo do Carmo, seu verdadeiro proprietário, por vontade dos vicentinos que o fundaram, entre eles o advogado, industrial e historiador, o benemerente Alberto Frederico de Moraes Lamego, um advogado que se bacharelou na Universidade de São Paulo e foi ser um cidadão do mundo, sobretudo pela benemerência.
Oriundo de Visconde de Itaboraí, RJ, seus pais foram: o comendador José Maria de Moraes Lamego, natural da Régua, também do distrito de Vizéu e Sofia Jardim, madeirense do Funchal e da cepa rija dos Ilhéus, Portugal.
(Alberto Frederico de Moraes Lamego, autor de A Terra Goitacá, a maior obra literária da Terra Goitacá. Foto da família Lamego, reproduzida pelo Pesquisador Jorge Siqueira).
Alberto Frederico de Moraes Lamego nasceu em Cabuçu e depois levou a família para São Thomé, distrito de Visconde de Itaboraí, RJ.
De Martins Lage para a Europa o casal 20 levou os seguintes filhos para educá-los: Maria Sofia Lamego Braga, Alberto Ribeiro Lamego, Cláudio Ribeiro Lamego, Maria Francisca Ribeiro Lamego, Maria Eugenia Ribeiro Lamego, Maria da Conceição Lamego Viana, José Maria Ribeiro Lamego e a filha que nasceu em Portugal, em 23 de março de 1909, Maria de Jesus Lamego.
(Móveis de época do "Solar dos Airises", hoje de propriedade do químico Nelson Luiz Lamego. Fotos do Pesquisador Jorge Siqueira).
Finalizando mais esta história da Terra Goitacá, cumpre-nos tão somente dizer que o "Solar dos Airises" sempre pertenceu a uma única família, hoje propriedade do descendente Nelson Luiz Lamego, um químico que guarda consigo todas as relíquias de época, tais como chapéus usados pela família dos Lamego; as camas originais com as iniciais entalhadas nas suas guardas; as cadeiras tipo poltronas, de madeira com treliças de palhas, tão utilizadas nas novelas de épocas que rodam o mundo afora; os guarda-roupas, mesas e cadeiras confeccionadas com as madeiras de lei da mata atlântica ainda existentes nas terras dos jesuítas, que foram vendidas pelo capitão Viana ao comendador Cláudio do Couto e Sousa - um portuguesinho de rara têmpera que singrou os mares do mundo, para se enriquecer nos Campos dos Goytacás e deixar um legado de luta, de trabalho, de riqueza e de realização de muitos sonhos!
A esse trio - comendador Cláudio do Couto e Sousa, Alberto Frederico de Moraes Lamego e Nelson Luiz Lamego os nossos sinceros parabéns e a nossa eterna gratidão!
(Comendador Cláudio do Couto e Sousa. Foto da família, reproduzida pelo Pesquisador Jorge Siqueira).
Comendador Cláudio do Couto e Sousa, o portuguesinho que veio de Tibalde, Portugal, diretamente para, em Campos dos Goytacazes, RJ, edificar o "Solar dos Airises". Voltou para Portugal aos 94 anos de idade e por lá, de onde viera, ficou para a posteridade!
(Foto da família do Advogado, industrial e historiador Alberto Frederico de Moraes Lamego,reproduzida pelo Pesquisador Jorge Siqueira).
Alberto Frederico de Moraes Lamego, advogado, industrial e historiador que herdou o "Solar dos Airises" do comendador Cláudio do Couto e Sousa. Doou os sobrados de números 13 e 15 da Rua Marechal Floriano Peixoto, para ali ser edificada a primeira sede própria do "Asilo do Carmo"; o "Solar do Beco" é hoje a segunda sede própria do Asilo de Nossa Senhora do Carmo, doado também por outro grande cidadão campista, o senador Tarcísio de Almeida Miranda!
(Nelson Luiz Lamego, com a imagem original de Nossa Senhora da Conceição, trazida de Portugal e colocada na capela do "Solar dos Airises". Guarda consigo essa que é, sem sombras de dúvidas, a maior relíquia das famílias Couto-Lamego! - Foto do Pesquisador Jorge Siqueira).
Matéria do Pesquisador Jorge Siqueira.
Revisão da Professora Carmen Lúcia Cunha.
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